Monday, October 02, 2006

deitada na cama, olhando o teto, visualizando nas sombras que dançavam a medida que carros, caminhões e pássaros cruzavam o luar da noite o resultado final de suas obras, ela imaginava os motivos que a levaram a fazer aquilo. E porquê, pelos raios, havia feito aquilo tantas vezes.

É estranho pensar que de acordo com a maioria dos gênios, quebrar a cara uma vez é suficiente para amadurecer a aprendizagem de alguma coisa. Talvez ela tivesse a cara muito dura. Talvez a memória fosse curta demais. (já haviam lhe dito isso) Talvez não.

As sombras passaram, voltaram e foram, e ela não achou resposta.Talvez, o fato fosse mesmo de que ela não queria aquilo. Mas então porque?
Não soube.
Talvez fosse porque estava há muito, cansada de correr dos problemas, como diabo da cruz, quando eles voltavam sempre, e continuavam sempre surgindo. Talvez ela quisesse mesmo resolvê-los de uma vez pra eternidade! Mas... Se os problemas não resolvidos voltavam, não seria também verdade, que os resolvidos também voltariam? - Aparentemente era... Afinal, aconteceu naquela mesma semana...

Suspirou seu suspiro mais profundo e virou pro lado.
Cada vez mais, as aspirações de infância de sumir no mundo, sem deixar telefone nem endereço e não parar mais em canto algum pareciam as aspirações certas.

Ou não.

Aishiteru, Mata ne,
bye.