Monday, December 11, 2006

Devem existir pelo menos umas dez maneiras de se acordar ou ser acordado... "Com sono" não é, definitivamente a melhor delas... E se você acorda com sono e tem que acordar outra pessoa, é melhor ter cuidado com que pessoa você está querendo acordar.
(Nem todo mundo aceita qualquer tipo de "acordamento")

Para alguns, basta o grito, nem alto nem tão baixo - Acorda, ta na hora!
Para outros, tem que ser mais calminho, mais bonitinho... - Ei, lindão, acorda? Tá na hora, vamos?
Ainda existem aqueles que preferem o contato físico - Acorda vai! (seguido de tapinhas nas costas, nas pernas ou onde a mão alcançar)
E aqueles ainda mais especiais, como é o caso da peça que eu tenho aqui, que só acorda com beijinho...

BOM DIA PRA VOCÊS!
Namaste!

Wednesday, November 22, 2006




E eis que de repente, no cotidiano observar do mundo pela janela do ônibus, lhe bate um incontrolável desejo de guardar em imagem os sutis contornos daquela vida observada.

Pensa na câmera dentro da bolsa e uma voz pula em sua mente
- Domingo.
quando as ruas estiverem vazias e o risco for quase nulo.

Mas a mão não ouve os queixumes da mente e clica.
Nasce a poesia da imagem nos pixels, pigmentos e cores.
Nas sombras, rostos e fachadas.

Friday, November 10, 2006

Mais uma vez Natal

Nas lojas as vitrines começam a ser cobertas de verde e vermelho, dourado e prata, bolas coloridas pendem do teto, guirlandas, velhinhos de barba branca, pele rosada e roupa vermelha surgem sorridentes aqui e ali. Ela olha em volta. Nada ali lembra o Natal.

A casa bagunçada, os livros espalhados pela mesa, louça na mesa, folhas por todos os lados, roupa de cama, tudo fora do lugar. Nenhum enfeite, nenhuma música, nada. Ela vê diante de si outros dias como aquele, em que tudo era diferente, em que a essa altura já haveria uma guirlanda na porta, o verde colorido de uma árvora num dos cantos da sala, planos surgindo, miniaturas modeladas peça a peça de dentro da caixa de lego, sorrisos, abraços, beijos, e a pergunta de sempre: "o que você quer de Natal?"

Hoje só há a bagunça da casa, planos vazios e o crescente sentimento de que está tudo errado, tudo perdido, tudo estranho. Pensa em como está vivendo, com quem está vivendo, pensa no que é essa pessoa com a qual vive. - É minha irmã.
O que é uma irmã? O que é um irmão?

Pensa que existem muitos tipos de irmãos. Existem os protetores, sempre puxando o outro pra perto da sua sombra acolhedora; existem os provocadores, sempre instigando, sempre irritando, sempre indo além e além do limite pra depois abraçar, beijar, e confessar que não vive sem o outro; existem os amigos, que estão sempre lá, pra uma conversa, um conselho, pra falar sobre aquele problema, pra acorbetar as mancadas quando são descobertas pelos pais; existem os competitivos, sempre brigando pra saber quem é o melhor, quem é o mais amado, quem é o mais inteligente, quem pega mais gatinhos ou gatinhas, quem fica primeiro com aquele partidão, sempre lutando pelo primeiro ou o último elogio do dia; existem aqueles que amam uns aos outros, existem aqueles que acham que se amam; aqueles que acham que amam; aqueles que acham que são amados...
Aqueles que são indiferentes.

Pensa que cada dia mais parece mais evidente que seu caso não é o dos irmãos amigos, nem o dos irmãos protetores, nem qualquer outro... É no mínimo o dos indiferentes ou o dos que pensavam que eram amados, e amavam sempre. Como as coisas vieram parar aqui? Será que alguém imaginava que era este o fim de tudo?

Não ela. Em nenhum momento. Nem nos segundos posteriores à revelação, nem nos dias, semanas, meses, anos arrastados na luta, nem em todas as tardes e noites em que tudo parecia perdido, em que a dor tornava-se transtornante, nem quando diminuiu o peso, nem quando afinou o rosto, nem quando rareou o cabelo, nem quando enfraqueceram os dentes, nem quando o cheiro de infecção e fim tomou conta da casa, nem quando a voz sumiu, nem quando os olhos, por dias seguidos perderam o brilho... Nunca. Jamais. Nem quando os pés ficaram frios, nem quando os pesadêlos pareceram mais reais que a própria realidade, nem quando os resultados tornaram-se mais e mais negativos, nem quando houve a internação, nem quando houve a cirurgia, nem quando houve a volta pra casa, sem esperanças, nem aí ela pensou que fosse esse o fim. Nem quando lhe deram a notícia final, nem quando ela viu, após o susto, após o choro, após a negação, após o medo, nem aí ela acreditou.
Mas e então?
O que restava dos dias passados ao lado da cama, o que restava das caminhadas à praça, o que restava dos dias, semanas de curso? O que restava dos sorrisos, o que restava dos planos? Era assim que terminariam todos os planos? Da casa, da loja, da vida? Do natal? Dos 21 anos? Dos 46? Dos netos? De todas as broncas, de todas as piadas, de todas as estragações de vó pros netos? Do casamento, ou apenas do marido? Da gravidez das filhas? Da formatura? Era isso que restava? Era o que restava após tanto não pensar, após tanto acreditar, após tanto repudiar este fim, era este o fim.
E o que restava?

Restava acreditar.
Acreditar que tinha sido melhor assim, acreditar que as coisas tinham jeito, acreditar que haveriam outros natais, outros aniversários, outros verões, formaturas, que ainda assim haveriam netos e casamentos e maridos, que ainda assim haveria a vida. Acreditar que ainda haveria vida. Acreditar que haveria vida.
Restava animar-se com as lágrimas, restava arrumar a casa, restava a esperança de que ao pendurar a guirlanda na porta a memória se reanimaria, o coração se aqueceria só com a memória, sem o abraço. Acreditar que as coisas iam melhorar e que valia a pena seguir. Acreditar que vale a pena seguir. Acreditar ainda havia o que viver.

Acreditar que o que há dentro de nós é realmente mais forte e mais duradouro que o resto. Acreditar que não era o fim.

Acreditar
Eu preciso acreditar
Eu vou acreditar
Eu tenho que acreditar
Eu acredito
Eu acredito
Eu tenho esperança de que eu acredito
Eu acredito
Eu acredito
Eu acredito, eu acredito, eu acredito.
Ainda há... ainda há você aqui, ainda há o que viver aqui, ainda há vida, ainda há natal e eu acredito.
Eu acredito.
Eu acredito.
Que ao pendurar a guirlanda na porta, renovo o que viver, renovo a fé, renovo a crença, e você vence, dentro de mim, como eu venci, como eu acreditei que seria.
Eu acredito, que ao pendurar a guirlanda, você vem comigo, e a vida vale a pena.

It's Christmas again, momy.
What do you want for Christmas? All I want for Christmas is you in my heart, as you are and will always be.
I love you. Aishiteru, Namaste, Sleep tide.
Merry Christmas.

Thursday, November 02, 2006

O que é a chuva?
Quando eu era pequena, eu achava a chuva uma coisa linda (quanto x). Adorava correr no quintal sentindo as gotas frias cairem sobre o meu rosto, molhando os braços, ensopando os pés. A única coisa da qual eu nunca gostei foram dos trovões.
Baldes era como eu os chamava. "- Mamãe, mamãe... Os baldes!!!" Não sei bem por quê, na minha cabeça, era como se houvesse alguém no céu batendo baldes uns nos outros... Quem sabe os anjos lavando as escadarias, tirando o pó das núvens?
Depois de um tempo eu passei a achar que a chuva era lágrima. Milhares de lágrimas, de milhares de anjos, de pessoas, de Deus, do mundo todo. Mas como poderiam as lágrimas, que vêm normalmente de um pensamento triste, fazer brotar as flores, fazer crescer mais as árvores, e criar, quando param, coisas tão lindas como o arco-íris? Não poderiam... Poderiam?
Sei apenas que lá vai a chuva novamente, o cheiro gostoso de terra molhada subindo alto, até aqui, no quinto andar. O barulho gostoso, como música de fazer dormir... A saudade quente chegando dos dias em que eu corria no quintal, sentindo a chuva cair devagar no meu rosto, molhando os braços e ensopando os pés.
Namaste

Monday, October 02, 2006

deitada na cama, olhando o teto, visualizando nas sombras que dançavam a medida que carros, caminhões e pássaros cruzavam o luar da noite o resultado final de suas obras, ela imaginava os motivos que a levaram a fazer aquilo. E porquê, pelos raios, havia feito aquilo tantas vezes.

É estranho pensar que de acordo com a maioria dos gênios, quebrar a cara uma vez é suficiente para amadurecer a aprendizagem de alguma coisa. Talvez ela tivesse a cara muito dura. Talvez a memória fosse curta demais. (já haviam lhe dito isso) Talvez não.

As sombras passaram, voltaram e foram, e ela não achou resposta.Talvez, o fato fosse mesmo de que ela não queria aquilo. Mas então porque?
Não soube.
Talvez fosse porque estava há muito, cansada de correr dos problemas, como diabo da cruz, quando eles voltavam sempre, e continuavam sempre surgindo. Talvez ela quisesse mesmo resolvê-los de uma vez pra eternidade! Mas... Se os problemas não resolvidos voltavam, não seria também verdade, que os resolvidos também voltariam? - Aparentemente era... Afinal, aconteceu naquela mesma semana...

Suspirou seu suspiro mais profundo e virou pro lado.
Cada vez mais, as aspirações de infância de sumir no mundo, sem deixar telefone nem endereço e não parar mais em canto algum pareciam as aspirações certas.

Ou não.

Aishiteru, Mata ne,
bye.

Sunday, September 10, 2006

What happened to the old saying "The client is always right"?

Aparentemente muitas coisas andaram mudando no mundo.

De repente, o sol não é mais tão benfeitor assim, ter rugas não é mais uma questão de envelhecimento natural da pele, mas uma praga a ser combatida e os consumidores, os clientes, nós, as reais engrenagens que movem as empresas, as fábricas, o país, o mundo! Não temos mais razão...
Somos sim, caixas eletrônicos a serem esvaziados e exauridos, fontes inesgotáveis (ou assim supõe-se) das notas maravilhosas que regem a economia global.

Paga-se por tudo.
Para assinar um serviço, paga-se, para manter um serviço, paga-se! Para cancelar um serviço, paga-se!
E agora, depois de tanto sofrimento, tantas queixas e tantas mazelas...
Se todos os candidatos ao governo são um lixo e você não tem mesmo opção pra nada, você paga, paga com a obrigação de dar o seu voto à alguém e com a responsabilidade de engolir o sapo caso esse seja mais um candidato que acha que você não passa de mais um caixa 24h do qual ele pode e deve sugar até o último centavo para adiquirir sua mais nova ilha...

Pode?
O que houve com o velho ditado?

I don't know.
Namaste... Aishiteru... Sniff.

Wednesday, August 30, 2006

Happy Birthday - Birth day - Birth

Se algum dia você perguntasse, muitas seriam as histórias que lhe contariam sobre os aniversários. Algumas felizes, sobre as primeiras festas, com todos os amigos da escola, mais os primos distantes, e os próximos, as tias que lhe apertavam as bochechas, os avós que não se cansavam de repetir que você era lindo, estava lindo e estava crescendo e os olhares cheios de orgulho dos seus pais, te exibindo pra este e aquele amigo do trabalho que veio só pra ver:
- como você CRESCEU!!!
E outras tristes, como daquele ano em que estavam todos na pindaíba por causa do Collor e muita gente ganhou só cueca, meia e calcinha de aniversário e natal.
Alguns, mais conectados à cultura global te contariam das nações e crenças que não comemoram aniversários, como as Testemunhas de Jeová, que acreditam que como a vida é um dom divino, não se pode parabenizar aqueles que recebem essa dádiva por continuar com ela por mais um ano...
Enfim...
Qual é mesmo a lógica de se comemorar um aniversário? Os presentes? A alegria de estar vivo? De sobreviver a mais um período de 365 dias?
Who knows...

Anyway... Happy Birthday, eu já esqueci mesmo qual era a funcionalidade desse post, e só pra não deixá-lo nos rascunhos o envio aqui, seco e sem-graça para o seu triunfal desgaste ou quem sabe, num fenômeno qualquer de caridade, ser elogiado por meu amável público.

Aishiteru, Namaste...
There was too many people missing on my birhday this year, and will be forever, as it was not the first, and fortunately or unfortunately, it won't be the last.

Saturday, August 19, 2006

Anything you want... If you believe, you can get it!

Muitas vezes eu ouvi uma vozinha fina, aguda, maliciosa e sussurrante no fundo da minha mente dizendo que eu não tinha feito o bastante, que eu não tinha alcançado o bastante, que eu não tinha me esforçado o suficiente. Que era uma vergonha, que alguém como eu, tão "caxias" não estivesse cursando uma faculdade pública, que tivesse ficado para trás, que ainda não estivesse trabalhando dentro da área que havia escolhido como profissão.

Para essa vozinha na minha cabeça e para todas as outras vozinhas por aí, eu digo uma frase apenas: EU NÃO PRECISO PROVAR NADA PARA NINGUÉM. E tanto não preciso, que posso fazer tudo ao meu tempo, no meu tempo e da melhor forma possível. E eu não sou a única.

Qualquer pessoa pode conseguir o que deseja... Basta correr atrás.
Tô meio sem inspiração hoje... Deve ser porque jah passa da 1h da manhã, eu trabalho em menos de 5h e a trilha sonora não é das mais animadoras... tee hee hee =3

Mas enfim...
Não basta fechar os olhos de vez em quando, deixar fluir seus delírios e sonhos mais sinceros e cruzar os dedos. O mundo se faz com sonhos, sim, mas sonhos inspirados e calçados em ações. Portanto, levante-se, sacuda a poeira dos sapatos, varra todos os montinhos de sujeira da sua casa, e corra atrás.
O mundo está bem à sua porta.
Encare-o
Tome-o
Conquiste-o

The glory is right ahead on those hills. Take it! It's yours!!! =3
Aishiteru. Namaste.
Good Night.

(Love you mommy... Thanks for everything... I miss you more and forever.)

Sunday, August 06, 2006

Quem acredita sempre alcança ...

É... Acho que, enfim, posso afirmar com conhecimento de causa que há alguns ditados que são mesmo reais, como este escrito aí em cima...

Quem acredita sempre alcança... Who believes always reaches what looks for...

Aguarde-nos UERJ... Estamos chegando HUahuahauhauhauhauah!

Aguardem maiores informações... (suspense...)

Sunday, July 23, 2006

Short Story

Suaves raios de sol iluminavam o rosto adormecido quando, sem qualquer sinal de aviso, os castanhos olhos despertaram. Ainda era cedo no dia que começava. Nuvens raras vagavam pelo céu azul e calmo, como todo céu, em qualquer parte do mundo deveria ser.

Levanta-se. No computador ainda ligado as taxas de download correm em frenesi sob os calculos de porcetagem. linhas e mais linhas são preenchidas por fluidos imateriais e coloridos que mostram o progresso das atividades. Tudo igual. Torna a olhar o pedaço de céu à sua janela, sobre os prédio mais altos que ela, sobre os prédio infinitamente mais baixos que aquele azul e lembra das notícias do jornal na noite anterior. Há uma guerra lá fora. Uma guerra que parece tão irreal quando olhando esse céu azul e calmo. Uma guerra que em outro lugar, faz aviões cruzarem esse mesmo céu, despejando dor, caos e tristeza em forma de cápsulas de ferro, cobre e outros metais, carregadas de ódio, rancor e irracionalidade misturada à formulas explosivas.

O que é o mundo? O que são essas pessoas? "O que". Pensa que o gramaticalmente correto seria perguntar "Quem" mas qualquer coisa do mundo que possa ser considerada alguém não deveria ter a audácia de promover o tipo de violência, desrespeito e terror que essas pessoas causam a troco de quase nada. Alguns litros de petróleo, umas quantas gramas de ouro, em troca de um bem tão mais valioso como a vida. Essas pessoas não são definitivamente "quem" são "o que" são coisas e não pessoas. São sentimentos turvos, confusos e aflitos e não pessoas. São qualquer coisa, menos pessoas... Qualquer tipo de ser, que não humanos.

...

Friday, July 21, 2006

As Falling Stars

Anjos, companheiros, cumplices, aliados... O que são os amigos que temos nesse mundo? O que são essas pessoas maravilhosas, que te dizem tudo que você não quer escutar, embora precise, que te fazem feliz nos momentos mais absurdos e de maior tristeza, que te estendem a mão quando você pensava que tinha caído pela última vez.

Os amigos são os anjos que Deus enviou para nos ajudar. Eles podem não ser anjos todos os dias, mas sempre o serão quando você precisar.

Para construir o novo rostinho do JC contei com o meu super amigo e namorado Sr. Unzi (Flavio), para estar de pé - ou melhor, sentada - aqui hoje, contei com a ajuda de vários amigos, entre eles minha irmã, minha avó e avô e minha Mãe. Minha super amiga, Sr. Dona Rainha Fênix. E quer saber? Não existe essa coisa de que os amigos vem e vão, que alguns passam depressa e outros ficam por mais tempo, nada disso é verdade! O certo é que os amigos já estavam e continuam, pra sempre, com a gente. Não importa como... É sempre da melhor maneira possível.

Por isso, vamos cortar as mensagens melancólicas do livro do Dia do Amigo, ok? Vamos ficar só com as piadas, as belas frases e os grandes sorrisos.

Nós somos, todos, estrelas cadentes (cadentes, não decadentes), vagando pelo céu, que é a terra, iluminando vidas, pensamentos, minutos, segundos, horas de outras estrelas, de outros céus. Só não vale dar uma de meteoro... Live and let live. Love and let love. Keep moving. Keep living. Keep loving.

Aishiteru.
Namaste.
Feliz dia do Amigo.

Sunday, July 16, 2006

Dead Brain Cells

Os sábios já diziam muita coisa antes de muita começar com as fraldas, mas uma das mais surpreendentemente verdadeiras é que "Não se pode ter tudo o que se quer" (Autor Desconhecido). Provávelmente o cara que disse tamanha verdade, teria gostado ou querido muito que seu nome também tivesse sido passado de geração em geração como foi a sua espetacular frase... Bem... O que posso dizer? Não deu, meu filho...

Assim como também não deu para criar o bendito layout novo pro blog antes de postar alguma coisa nova, assim como também não deu pra revisar a ortografia do meu livro antes do meio do ano, assim como não deu pra fazer ou ter tantas outras coisas nessa vida... I only have dead brain cells now. Todos os pobres neurônios mortos e eu não estou nem um pouco satisfeita com meu layout. Está bem mais out que lay... mas tudo bem.

Até o post ficou meia-boca hauhauhauhauha.... Quase só meia, nem boca...
Mas, a vida é assim...
Estamos trabalhando nisso.

Sunday, May 21, 2006

I'm bigger than my Body

Now I've found a meaning for all this. I've found a meaning for desease, for pain, for confusion... I've found a meaning for life...

The fact is that we are bigger than the body which carry us through this life. We are all bigger than this body that involve us. And once we realize it, it becomes easy to accept it's impossibilities.

We are not perfect. This body is not perfect. But I'm bigger than my body. My mother is unconceivably bigger than her body was, and that's why she went on... That's why I'll go on.

I'm bigger than my body and it's illness. I'm bigger than those pills I have to take day after day. I'm bigger than all the pain and suffering.
I'm bigger than this.

And so are you.

Impressões do Cotidiano

Estranhas as diferentes soluções que as pessoas encontram para o mesmo problema. Observe-se por exemplo o vai e vem de casais que atravessam as portas automáticas do metrô. Uns vão de vagão em vagão, entrando e saindo num zigue zague apressado, guiados pelo som agudo da sirene enquanto vasculham os assentos em busca de dois lugares vagos e próximos.
Outros preferem esperar a próxima composição, para serem os primeiros a entrar e poder escolher os lugares que irão ocupar livremente, sem perturbações ou preocupações e há ainda os que fazem a sua própria oportunidade de ficar junto, e não havendo assentos vagos, ou ficam em pé, lado a lado ou um de frente pro outro ou simplesmente encontram o espaço mais aconchegante atrás de alguns assentos e ajeitam-se no chão mesmo, ignorando a mensagem da voz metálica que previne os passageiros a não sentar no chão do carro para evitar acidentes.
Podemos deduzir disso que, de fato, muitos dos menores e talvez mais importantes embates da vida são iguais para cada um de nós. A diferença está em como lidamos com eles.
Existe a opção complicada, a opção razoável e a opção simples. Qual é a sua escolha?
Qual é a consequência dela?
Live as simply as possible. Life is simple.
It's only one day after the other and a few nights in between.

Friday, April 14, 2006

Corredor dos Horrores - Parte I

O dia havia começado de forma normal. Mais uma vez o sol se levantara no horizonte, as nuvens fugiam, brancas, pelo céu, os pássaros brincavam no ar ainda fresco e úmido, ainda rescendendo às passadas horas noturnas...

No trabalho tudo correu como esperado, apesar do pequeno acidente na hora da entrada... Os meninos sentados em círculo, os dragões de plástico sendo montados, desmontados, criticados e comentados ferozmente, as agendas sendo entregues e vistoriadas, até que ela surgiu, enorme, preta, azul, com pequenas pintas brancas... A Borboleta.

Tudo estaria muito bem se ela tivesse o tamanho de uma borboleta normal, de no máximo 5 cm de uma ponta a outra das asas, mas a bruxa tinha pelo menos 20 cm de largura!!! GI-GAN-TE e ainda por cima, desorientada, como metade das borboletas são, voando desordenadamente entre as crianças, por cima das cabeças das professoras e atrás de uma delas em especial... Pobre Miss... Não deve ser nada fácil fugir de uma borboleta gigante sem parecer que se está fugindo de uma borboleta gigante...

Depois disso, tudo correu como sempre corre... Até chegar a hora de voltar para casa. O elevador subia vagaroso os andares, galgando cada fileira de concreto como se fosse o último passo rumo ao topo do Everest. Porém, no topo do sagrado monte, ao invés de neve e vitória havia 8 apartamentos... E uma borboleta.

Ao menos essa possuia o tamanho de uma borboleta normal, e tudo teria ficado realmente bem se não fosse pelo fato de que a bendita tinha companhia: uma enorme barata-mutante-grilo! Graças a Deus os super-heróis não andam tão em falta pela Glória, apesar de terem fobia de baratas tanto quanto as mocinhas...
O corredor dos Horrores fora atravessado e vencido! Tudo indicava uma boa noite de sono... Mas realmente o seria?

(continua no próximo capítulo)

Wednesday, March 29, 2006

Quanta poesia jogada fora

Olhava pela janela para o céu pálido de março. Estranho como últimamente, dias assim pareciam inspirar seu clima no mesmo poço de torpor em que seus olhos mergulhavam logo que o ponto mais fundo de seu inconsciente tomava aquela ainda vaga e pueril noção do tempo e do dia do ano que era hoje.

Se levantou sem pressa, correu os dedos pelos diferentes botões amontoados uns sobre os outros na estúpida torre vazada em madeira onde empoleirava o computador. Abriu o editor de textos, puxou o caderno para o colo e começou a digitar, sofregamente, as palavras secas e estranhas que fundamentariam ou não a sua monografia.
Lembrava agora de quando era pequena, meio precoce, perguntando à sua Querida Poesia Roubada do Mundo o que era preciso para passar na faculdade, embora ainda estivesse na quinta ou sexta série, e achando graça do nome do trabalho final: MONOGRAFIA... Parecia Monograma e por muito tempo confundiu mesmo os dois, achando, obviamente muito estúpido que só se precisasse desenhar a primeira letra do nome num papel bonito para ter em mãos o tal e tão cobiçado objeto ao qual intitulavam CANUDO.

Sua Poesia Roubada. Era estranho pensar que não pensara nela todos os dias durante as últimas semanas, uma vez ou outra apenas, ao olhar para um canto bonito da rua, ou lembrar de uma música que costumava pairar em seus versos. Sua Poesia Roubada do Mundo. Alguns dias sem a noção de sua ausencia... e Hoje, logo Hoje, tudo isso assim, como turbilhão, como montes e montes de núvens turvando o céu, ameaçando chuva, temporal e trovoada.

Foi pro trabalho. Era estranho como as coisas funcionavam. Embora hoje fosse o dia da Sua Poesia, outra Poesia, talvez nem tão bonita é que tinha a possibilidade de ganhar um cartão. Um coração vermelho, com desenhos garatujados de criança... E para a Sua Poesia apenas a ameaça de chuva.
Não era verdade.

A verdade, embora parecesse tanto uma mentira, era que a Sua Poesia estava sendo recitada agora nos melhores salões de todo mundo, ao redor das melhores pessoas possíveis, feliz, embora preocupada, sorrindo embora, talvez, temerosa.

Mas aqui, onde as Poesias Roubadas e as Poesias Angelicais e Aladas não são recitadas, só restava a chuva. Os trovões em verdadeiros gritos, as gotas geladas em derradeiras lágrimas, porque não havia o som das rimas, não havia o jogo suave das sílabas e a divisão suave e craquelada das consoantes marcando o ritmo como tambores de anis...

Aqui havia apenas a pueril impressão vazia dos versos, a distante e apagada sensação do toque, a sufocante e inebriante pressão da ausencia, do vazio, da intacticidade.

Digam, como quiserem, que as Poesias são sempre lindas e estão para sempre felizes, bem, saudáveis e belas.
Digam, como quiserem, que as coisas são como devem ser, e estão melhor, por não ter outro jeito.
Digam, como quiserem, que tudo vai ficar bem...

Mas não digam, jamais, que isso remedia o toque que já não se tem, o perfume que não me se sente, ou a visão, real e tátil da única forma que desejarias no mundo todo.

Digam que, um dia, um inapressável dia, tudo vai voltar ao que era antes, mas não digam que é preciso acostumar-se a isso.

Mata ne. Once more... Mata ne.

Sunday, March 26, 2006

Especialmente para meus Fãs!!!

Hauhauhauhauhauh... Nãos e enganem pelo título desse malfadado post, escrito às pressas enquanto espero que retornem aos meus bons grados os prometidos que se enfartam na cozinha... De fato, estou em dívida com muita gente por esse Rio de Janeiro à fora... E até mesmo com Bacacheri, Mato Grosso e Belém, mas... Isso são outros assuntos... De fato, eis que retomo a pena virtual, e agracio-vos com mais um post!

--> Que tal cortar o português de meados do século XIX por aqui? <---
Quem nunca teve um sonho estranho que aponte o dedo para a ponta do nariz, dê três cambalhotas e agradeça aos céus por ter uma mente não-atormentada! Mais e mais eu chego à conclusão de que dormir quando se está cansado é um perigo! Não, eu não estou perdendo o juízo, não me entendam mal...
Dormir para descansar é uma coisa, dormir cansado é outra.
Veja se não é verdade que é justamente logo após de assistido à um filme de terror, ter conversado sobre algum assunto estranho, ou simplesmente no dia em que tudo de ruim e cansativo/estressante aconteceu com você que seus sonhos foram os mais estapafúrdios possíveis? Eu não posso afirmar nada quanto à vocês, meus caros leitores... Mas no meu caso, é justamente aí que mora o perigo!
Há muitas e muitas teorias sobre os sonhos. Tantas, que eu nem vou relata-las aqui... Mas dentre todas as teorías soníferas, duas, com certeza, já poderiam viram ciências:
- O fator "Professor-voz-de-nana-neném"
- E o fato de que: Quando você tem um pesadêlo, a melhor coisa do mundo é ir pra cama da sua mãe, ou ligar pra alguém que você gosta muuuuuito!
Haha... Lame post... I know....
Depois eu posto um melhor, ok?
Mata ne.... Namaste... See ya! = ' - ' =

Sunday, March 12, 2006

Ah, sim... mas é claro...

O que o título do post abaixo tem a ver com o conteúdo do mesmo? Nada, realmente... Eu tinha esquecido que queria dizer que estou preprando layout novo para o JC... Mas tudo bem... LEia-o e diga-me se valeu a pena seguir o rumo das minhas divagações.

New face coming up =P

Depois de incessantes tentativas ao longo da web, finalmente me rendi à mais antiga técnica de busca do mundo: visitar os sites alheios! Mas não era sobre isso que eu queria falar... De fato, eu passei semanas tendo milhares de coisas maravilhosas para postar aqui, mas hoje, quando - finalmente - eu tenho tempo para me sentar em frente ao computador - e não tenho créditos, então não sentei para ficar jogando... - todas aquelas coisas maravilhosas, simplesmente, sumiramm da minha cabeça!

Chego então à conclusão de que as idéias são mesmo como a fome. Elas chegam, por vezes, calmas, como um simples incômodo em algum ponto do abdome que você mal consegue identificar... Depois, vai crescendo para uma dor seca, quase como se alguém pressionasse o punho fechado na sua barriga. Então, se você não resolve o caso logo ele se transforma em uma dor mais violênta, com roncos e ruídos e às vezes até mesmo gritos do tipo "AI, QUE FOMEEE" ou "EU PODIA COMER UM BOI, OU UM CAVALO!!!"...

Porém, se você tiver sangue frio suficiente para ignorar todas essas lamúrias estomacais, elas simplesmente se calam. Silenciam-se de repente, do mesmo modo como apareceram, deixando, por vezes, apenas um palido rastro de sua existência... Uma dormência rouca e quase imperceptível na boca do estomago, que vai enfraquecendo, enfraquecendo, até quase não ser notada.

Com os pensamentos ocorre basicamente o mesmo, com a vantagem de que não importa o tamanho do seu cérebro, nunca, os ruídos das ideias serão altos o bastante para que outras pessoas os ouçam como por vezes acontece com estomagos mais extravagantes ( você nunca ouviu aquele barulho de "entranhas trabalhando" quando estava deitada(o) no colo da sua mãe, ou do(a) seu(sua) namorado(a)? E aqueles gritos de ogro vindos, indubitávelmente, da barriga daquele seu colega de classe no meio da aula de Filologia, ou Matemática? - Si-nis-tro!)

Enfim... Os pensamentos também chegam na surdina, e vão crescendo, se tornam gritos, às vezes você até se esforça para anotá-los de qualquer jeito naquele pedaço de papel que você tem certeza de que vai perder em menos de dois minutos ou na memória do celular em forma de mensagem de texto (torcendo pra não acabar enviando pra alguém por engano... Vai que é uma ideia revolucionária demais para ser apresentada à humanidade assim, tão precocemente...)

Mas, assim como a fome, depois de um tempo, se você não dá ouvidos à essas idéias - e isso parece tão certamente difícil e impossível visto que os ouvidos (ou orelhas) ficam estratégicamente posicionados ao lado do cérebro, onde as idéias surgem... Bem... A maioria delas... - Que elas se enfraquecem, perdem o visgo e se calam.

Outras começam inexistentes, e de tanto não existirem acabam explodindo em textos de blogs iniciados como esse mesmo que você está lendo, com essa cara de bobo, quase deixando o queixo juvenil tombar sobre o peito diante de tanta asneira bem escrita e magníficamente posicionada! E agora está realmente, quase às gargalhadas diante de tão honrosa humildade advinda dessa mais-do-que-humilde, maravilhosa, chique, fantástica, extraodinária escritora (se assim me permitem) estupenda quanto ao fator falta de erros de Português - embora esteja me sentindo absolutamente burra por ter consultado o dicionário algumas vezes quanto ao spelling - grafia - de algumas palavras, inclusive "pressionando" - é com dos "s"s mesmo!!! (Foi o Word que falou.) e ufa... Isso não é uma sacanagem... É um post mesmo! (tah, Gamesh, meu amor... - ao telefone) - até que perdemos o fio da meada... Onde eu estava?

Ah sim... Eu estava me vangloriando... E falando das minhas maravilhosas idéias... Mas enfim... É isso... E há também o fator subto desaparecimento do fim da idéia que você estava desenrolando com tanto sacrifício logo quando a coisa estava ficando boa, como vocês acabam de presenciar quase que "ao vivo". E esse é o pior tipo de sumisso imediato ou não imediato de idéias. Qualquer dia desses fundarei um Ministéiro das Ideias Perdidas, para caçar todas essas benditas histórias, poesias, textos, livros, jogos que se perderam ante à incompreensão, intolerancia e sobretudo, aquele nome bonito que se dá pro crime que uma pessoa comete quando não dá a devida atenção à uma criança... você sabe qual é? Acabei de lembrar é NEGLIGÊNCIA!!!!! Sim, negligência de seus co-autores, autores, pais e provedores!

E é isso!
Boas idéias pra vocês, que eu vou salvar as minhas antes que desapareçam!
Namaste.

Wednesday, March 01, 2006

Can you feel it????

Carnaval! A semana do Oba Oba... Todo mundo com pressa de ir, todo mundo com pressa de chegar, todo mundo querendo se livrar logo de todas as obrigações pra brincar na avenida... A afobação é tanta, que até o Blogger tava publicando esse post antes de eu terminar de escrever a terceira palavra!

O carnaval, que dizem as más linguas, nasceu de um festival pagão onde celebravam a carne (e te garanto que não era nada parecido com uma churrascada...) É o maior feriado nacional, e não existe, nem sequer parecido, em nenhum outro lugar do mundo!

Muitas pessoas viajam no Carnaval, principalmente, para os principais polos da folia: Bahia, Recide e Rio de Janeiro. Eu, seguindo os passos de meu mestre "Do Contra-Caruzo-Shan", fui para Minas, para a bela cidade de Águas de Contendas, entre São Tomé das Letras, Conceição do Rio Verde e... Aquela cidade que fica do lado esquerdo do horizonte... Outros seguidores do mestre Do Contra foram, inesperadamente, para o Litoral Paulista, num cortejo quilométrico (37km, pra ser mais exata) sabe-se lá Deus por que falta de originalidade...

Mas... O Carnaval é isso mesmo. Ninguém sabe realmente como começou, tem gente que diz que odeia, tem gente que diz que adora... Tem gente que sempre acha que "O Carnaval do ano que vem vai ser bem melhor" e outros que vivem lembrando "daquele carnaval de 15 anos atrás". Para mim, o Carnaval desse ano foi puro sossego, vendos as estrelas e os OVNIs, ouvindo os passarinhos e correndo dos insetos e das borboletas, tomando banho de água fria que nem a peste dos 15 desertos antártidos... ai ai... Quase uma Festa na Floresta, visto que era no Meio do Mato, entre inúmeros Cafezais, e fora os Lobos Guarás, não tinha nenhum animal realmente selvagem por perto... (Bem... Talvez o Vinho, depois de uns dois pedaços de bolo de Maracujá da mamãe, brigando pelo último gole do café-com-leite...)

Para aqueles que não viajaram... Olá. Para os que o fizeram... Ei! Tudo bom, parceiro? Vai descançar o faixo, agora? Para os que já haviam retornado... É... Eu Cheguei hoje, e aí, beleza? E para os demais... Bom estar de volta... Trabalha sexta-feira? Sério? Hauhauhauhauhauah... Que coisa, não?
Eu trabalho sábado! (E se você é um dos meus alunos vindo visitar os meus pensamentos nesse blog, trate de não me deixar de pista no dia 4, ok?)

É isso... Depois escrevo mais decentemente.
Sayonara, namaste, Hasta Luego... Bye bye... See you soon... Fui.

Saturday, February 25, 2006

Evangelionnnn... Qui xaudade XD !!



Óia sóa Asuka, lindíssima!!! Só pra quem assistiu ao mangá Evangelion! = ' - ' = !

Eu costumava assistir com a minha mãe e minha maninha linda... La la... quanta bobagem... É Carnaval minha gente... Até quarta-feira, quando tudo virar cinzas!

Bjões =P

Friday, February 24, 2006

Finally... It's alive!!!!

HAUhauhauhauhauhauhauhauhauhauhauh! Finalemente! Gabriele Frankenstein termina sua obra... Claro, que devemos os nossos mais sinceros e devidos agradecimentos á Flavio Igor... (o qual não aparece no texto original do livro de Shelley, mas é deveras importante)!
Quem quiser um layout igual, bem... eu realmente não sei o que deve fazer... Não estamos prontos para passar pelo pesadêlo desse experimento tão cedo... Mas é uma possibilidade.

Então, divirtam-se lendo os textos aqui do JC - Não, não é o Jornal do Comércio... É o Just Confessions mesmo... - e torça para entrar na lista dos Blog Links!

Bjão, Mata ne... Sayonara.... Ariverderci... Tchau.... Vai logo...
O que vc ainda tah lendo nesse post...
Tem outro mais interessante logo aí embaixo, óh!

=P

"- There are worse things than forget"



"- No."

Esquecimento. Lembro-me, perfeitamente, de todas as coisas que já me esqueci nessa vida. Já esqueci alguns amigos, já esqueci milhares de datas, já esqueci as chaves (mais do que zilhões de vezes!) já esqueci o celular, o CD da aula de sábado, os óculos, até mesmo meu próprio aniversário.

Quem é que nunca perdeu uma senha? Um login? Um documento? O cartão do mercado, justo no dia em que vc está sem dinheiro? Esquecimento. Falta de memória, falta de lembrança, Branco.

Outro dia eu estava assistindo televisão e vi aquela comediante americana, acho que se chama Ana, ou coisa do gênero... Ela tinha um seriado só dela, que tinha o nome dela, e confessou ser lésbica há alguns anos, começando um namoro com aquela atriz loira que fez "sete dias e seis noites" (?) Em que ela estava fazendo uma viagem, era repórter ou algo assim, e o avião que ela fretou, pilotado pelo... Harrison Ford(?) cai numa ilha deserta e eles têm que fugir de piratas, de um javali e outros perigos mais até se apaixonarem... O marido dela no filme é o Ross do FRIENDS... Enfim... E ela (a comediante) estava num show, desses de piadas, contando umas anedotas sobre falta de memória. Ela dizia que não se lembrava mais de alguns números porque os botões o faziam por ela. "There are buttons that remember things for you, like the password of your e-mail, or your aunt's birthday... There are even buttons that remember what the other buttons remember for you..."

Hoje eu assisti ao filme "Os Esquecidos" ou "The Forgotten". Há coisas piores do que esquecer, o vilão disse. Há coisas piores do que esquecer.

O que pode ser pior do que esquecer? - Ser esquecido. Dependendo de quem você seja ou de quem te esquece, ser esquecido pode ser, realmente, uma experiência maligna. Imagine se você for uma chave, o ódio profundo que você deve sentir quando seu dono te esquece pendurada que nem um mico Leão Dourado no ferrolho da fechadura? "- Hei, seu banana! Volta aqui, ô cabeça de vento! Como você espera entrar em casa mais tarde? Ah, é assim? Não vai voltar, não? Pois eu vou emperrar de propósito quando você voltar, está me ouvindo???"

Ou se você fosse um celular... "- Bem... É você quem sabe... Mas o seu namorado vai ligar e eu quero saber qual é a desculpa que você vai dar pra ele...". Mas dentre todas as coisas, acho que os benfeitores e os credores são os que mais se ressentem do seu esquecimento... O benfeitor, porque todo mundo adora ser elogiado, ou gratificado por algo que fez... "- Poxa... Nem sequer um valeu cuspido pelo canto da boca... ", e o credor... Bem... É meio óbvio, não? "- Mas essa é boa! Dia de pagamento e o nosso caríssimo companheiro tem a indecência de fingir que não me conhece! Ora, veja..."

Mas talvez sejam mesmo as lembranças as que mais se ressentem dos esquecimentos. Ou talvez, simplesmente não haja ressentimentos nos esquecimentos, afinal, esquecimentos são mesmo esquecidos, eles não têm memória, e portanto, não podem resentir-se daquilo que não lembram. Só sei que EU, deifinitivamente, lembro, perfeitamente de tudo aquilo de que já me esqueci, como por exemplo, o ponto exato de que ia tratar quando comecei esse texto, e fico realmente muito ressentida de tê-lo esquecido!

Você tem idéia de qual era? Poderia me dar uma dica?

Ora vamos... Quantas letras? Ahn? hein?... puff...

Aishiteru, Mata ne... ... ... Ops... Esqueci o resto... =P

Thursday, February 23, 2006

Texto I

Ela acordou naquele dia sentindo nas costas uma dor que não exitia. Olhou a sua volta no quarto agora tomado por uma semi-escuridão ou semi-claridade, o reflexo dos móveis ainda turvos em sua retina cansada. Já era um outro dia.

Ela detestava acordar assim, como quem volta de um cochilo de dois minutos durante uma aula de equações no tempo que segue logo após o recreio. A cabeça pesada, os ossos doloridos, um nó gigantesco nos ombros... Estranho como as coisas parecem diferentes, parecem confusas, parecem alienígenas nos três primeiros segundos das manhãs recém nascidas, quando todos os seus neurônios ainda estão se readaptando à velocidade das conecções elétricas, as retinas ainda ajustando o foco para aquele mundo mais uma vez renovado pelos ares da noite.

Levanta. Do banheiro o som de água caindo denuncia que está não sozinha do lado luscido do mundo. Vai até a cozinha, toma um copo d'água, e já nos primeiros goles sente a dor do juízo no fundo da boca, como um grande martelo de juiz da vara criminalista pedindo silêncio antes de declarar sua sentença final contra o réu.
"- Eu declaro aos indivíduos aqui presentes, que teremos mais um dia de dores lascinantes, sendo deferido como medida de segurança que o réu seja submetido à um tratamento medicinal de dipirona sódica de quatro em quatro horas durante os próximos dias e ao longo do recesso desse tribunal, até que seja marcada a data de execução definitiva do caso!"

Mais uma vez, agora que os pensamentos estão finalmente organizados em sua mente, lhe vem, suave como um ditado velho, a verdade cada dia mais certa, eloqüente e adequada de sua nova teoria: se juízo fosse bom, seria a primeira coisa a nascer nas pessoas, logo nos primeiros anos, poupando-nos de muitas dores e de muitas lembranças, uma vez que ninguém se lembra das horrendas fisgadas causadas pelos dentes de leite ao brotarem consecutivamente da gengiva rosada de suas bocas ainda babentas e descordenadas.

Respira fundo. Infelizmente, muito ajuizadamente, ou não, alguém havia resolvido que haveria um dente pra nascer por último, que doeria como nenhuma outra coisa, e que por isso, seria, muito sabiamente, relacionado com um dos atributos mais raros da raça humana: o juízo. O qual só se forma mesmo depois de muita dor, quebrando a cabeça, o coração e outros membros ou órgãos dependendo do gosto do cliente...
Segue o comprimido levado pela correnteza esôfago abaixo. Quanto tempo até fazer efeito? Mistério.

Aqueles acometidos pelo juízo não tem felicidade matinal.

Friday, February 17, 2006



O brinco do Mar / O brinco da lua

'Cause all of the stars, are fading away. Just try not to worry, you see them someday.

Take what you need and be in your way, stop crying your heart out
Hoje eu resolvi escrever um texto para comemorar a minha grande coragem!Finalmente fiz o meu terceiro furo na orelha! E para comprovar a minha coragem, porque sempre tem um engraçadinho que nãoconfia na gente, resolvi tirar uma foto da minha linda orelhinha, agora com três furos e três brincos (lógico!)
Foi então que decidi olhar na minha caixinha de jóias, para ver um brinco bem bonito para colocar no primeiro furo. Aqueleque quase todo mundo tem e que é super feliz de não lembrar a dor que sofreu quando o fez. E encontrei os meus brincos de uma orelha só.

Quem não tem um brinco de uma orelha só? Eu tenho vários! São aqueles benditos que fizeram o favor de deixar o irmão gêmeo emalgum lugar da casa, da rua, da praia, do mundo... E que agora vivem sozinhos, e que se você quiser usar, tem que ser numdia de inspiração hippie, ou todos vão achar que você é maluca...
Dentre todos os meus brincos em estado de orfandade fraterna, dois são especiais: um de madeira e arame e o outro que, originalmenteera feito com uma pena, uma pedrinha e arame (os dois da foto). Eu ganhei ambos da minha mãe. O de pedrinha quando estava nohospital, há quase cinco anos, e o outro há uns dois anos atrás, quando fui com ela à Tijuca, acompanhá-la em uma de suas aulasdo curso de bonecas.

O primeiro se tornou um solitário há muitos dias... Quando a lua era cheia, e os passarinhos cantavam... Eu nunca soube o que houvecom ele... O outro eu perdi em Saquarema. Quase como a música da ciranda: "Perdi meu anel no maaaar..." Mas foi um brinco, e o marnão me deu concha nenhuma! (mão de vaca!)Alguém pode até dizer, que brincos que sofrem de orfandade fraterna são um aviso ou uma prova, ou algo do gênero de que as cosassimplesmente se perdem na vida. Que tudo, cedo ou tarde, acaba se distanciando, se tornando incompleto...Outros podem dizer que isso é prova do fator IMPERFEIÇÃO do mundo. ("Os números pares são uma infâmia!!! Não existe dividendo perfeito!Não existe maneira de se dividir o ano exactamente igual!!!! É fraude... A matemática não vale nada... Na-daaaaa")

Mas eu, particularmente, prefiro acreditar, que brincos perdidos significam, simplesmente, que tudo na vida pelo que nóspassamos tem um efeito, deixa uma marca característica na gente. Um pouquinho deles. Os brincos deixam os irmãos gêmeos,as pessoas deixam a saudade, o tempo deixa as lembranças. O furo que eu fiz hoje deixa essa dorzinha tilinda na ponta da minhaorelha que diz segundo-a-segundo: "Tem um brinquinho novo aquiii....".

Esses brincos me deixaram o irmão gêmeo deles, pra eu colocar numa orelha só e lembrar com muuuuito carinho do dia em quea minha mãe os comprou pra mim. E pra eu me lembrar com muito carinho da minha mãe também. O que eu perdi no mar, é o meu novo messenger particular! Liga os meus pensamentos diretamente com a minha mãe, que foi quem pescou o outro brinco das águas de Saquarema. É só colocar ele na orelha que os pensamentos vão diretamentepra ela... É só segurar por dois segundos que eu tenho a resposta de todas as minhas dúvidas, que eu ouço novamente todos aqueles conselhos que costumava achar inúteis, mas que fazem uma falta tremenda...

Tudo na vida é importante. A felicidade, o sorriso, o dia, a noite, o prazer, a dor. Até mesmo essa dorzinha na ponta da minha orelha... Que vai me lembrar de não fazer um piercing... porque furo na cartilagem deve doer pra burro colorido naponte do rio que cai!


O texto hoje não ficou lá muito do jeito que eu queria, mas a mensagem é essa. Agarrem os seus brincos órfãos de irmãos gêmeos,coloquem eles na orelha e sigam em frente sabendo que a felicidade se constrói de pequenos momentos, e que na maioria dasvezes eles só parecem pequenos porque nós os contamos da maneira errada. Conte a sua felicidade pelos sorrisos e não pelos minutos.E desfile com os seus brincos, ou com os seus all stars, ou com as suas havaianas sem par.A felicidade é uma colcha de retalhos. A vida é a linha que os mantém juntos.

I love you mommy. More than anything.

Mata ne, Sayonara, Namaste. - I miss you.

Monday, February 06, 2006

Is it really worth trying?

Até onde vale a pena seguir com alguma coisa? Seja um plano para o futuro, um plano de carreira, um projeto, qualquer coisa? Até que ponto remar contra a maré é necessário para a sua sobrevivência? Até onde o que você faz e as decisões que você toma são fruto do seu esforço e pre-disposição de vencer, do seu entusiasmo e força de vontade e quando afinal, todos esses esforços se tornam simplesmente atos de desesperada teimosia?

Será que todos os grandes feitos do mundo foram realmente feitos apenas de 99% transpiração e 1% inspiração ou houveram alguns que foram 60% teimosia, 39% suor e 1% iluminação divina?

Em que passo está a sua vida agora? Você chegou a isso como resultado de esforços produtivos, ou por conseqüências da sua mais alta e capacitada condição de teimar com tudo? Você se considera teimoso? Alguém te considera teimoso? Alguém teima que você é um teimoso quando na verdade você não é? Você já pensou que pode ser por pura teimosia que você insiste que não é teimoso? E você já pensou que é simplesmente por ser muito teimoso que você continua a ler esse texto e a negar a cada palavra que essa não é a definição exata da sua pessoa?

Eu realmente não sei se leria esse texto até o fim se ele não tivesse sido redigido por mim. Na verdade, eu não sei se eu sou teimosa, se eu sou condescendente ou se eu simplesmente teimo em não ser nenhuma coisa nem outra e acabo sendo as duas. Também não sei de muitas outras coisas... De fato, só sei que nada sei, e que essa é a melhor frase que já disseram até agora. OU não.

São 21:32 a despeito do que pode ficar gravado pelo relógio super avançado e tecnológico do blogspot, e alguém está defumando o prédio todo com chá de capim-limão com camomila, que tem um cheiro muito ruim! Eu tenho montes de coisas pra corrigir, um jantar para terminar e muitas questões filosóficas para resolver... Decifrem essas, e boa sorte!

(Pouco-depressivo o suficiente ou ainda parece que estou no fundo do poço?)

Aishiteru... Sayonara, Namaste. = ' - ' =

Sunday, January 29, 2006

Have you seen a piece of me?

"To me sentindo meio janta hoje... To me sentindo meio arroz com feijão"...
Dizem que a perda tem vário estágios: negação, revolta e aceitação. (é isso mesmo?) Eu acho que descobri uma quarta: confusão solitária a qual pode ser definida pela falta de diretriz dos pensamentos, falta de consolo e falta de apoio.

A Confusão solitária ocorre quando mesmo que você compreenda que a perda pode ser positiva, que as pessoas que se vão estão melhores agora, mais felizes, mais calmas, em paz e na presença de um ser maior - se tiverem partido em condições favoráveis à isso, segundo algumas crenças... - você não consegue suportar a saudade, e se vê diariamente em conflito com o sentimento de solidão, medo e desamparo e o sentimento de aceitação e quase-alívio.

É fato que, de uma forma geral, ninguém que perdeu um ente querido gostaria de voltar aos últimos dias de convivência com este, mas à dias saudáveis, quando tudo parecia perfeito, quando tudo parecia ser exatamente como deveria. Mas quem somos nós pra julgar como as coisas deveriam ser? E quem a pessoa mais indicada para fazer esse julgamento? Eu acredito, fielmente, que eu seria a pessoa mais indicada para dizer como a minha vida deveria ser. De fato, ela está quase sendo como deveria, se não fosse por esse pequeno detalhe.

Enfim... Seguimos todos o nosso caminho. Ouvindo os conselhos deixados nas músicas, nos textos, nos poemas, no ar. Nos despedindo e nos encontrando. E esperando. Esperando sempre. Seja a espera de quem aguarda por um retorno breve, como o do fim de uma viagem, seja a espera de esperança, de dias melhores, de tempos melhores, de horas e minutos melhores.

"Vivemos esperando dias melhores", "Stop crying your heart out... You'll see them someday..."
- Aguarde e confie...

Mas hoje, realmente, se as pessoas já se sentem sozinhas quando têm milhares de amigos, imagine quando elas perdem aquele a quem mais amavam?

Solidão.

"Por onde andei enquanto você me procurava? E o que eu te dei, foi muito pouco... Quase nada... E o que eu deixei... Algumas roupas penduradas..."
Será que você sabe, que você é mesmo tudo aquilo que me falta?

Saturday, January 28, 2006

Impessoalidade, Descrição ou Exagero?

Qual seria a definição correta a ser aplicada à necessidade de algumas pessoas, devido à seus trabalhos e/ou ocupações de ou não possuir nenhum vínculo mais pessoal com a internet - como por exemplo um perfil no Orkut, um blogger ou um fotolog?

Seria essa recomendação de evitar se expor muito abertamente em meios como esses (ou não se expor de forma alguma, evitando se cadastrar nos mesmos) um exagero ou seria uma real necessidade profissional? Uma forma eficaz e politicamente correta de demostrar o grau da sua ética?

É claro que, se você pensar com muita calma, você poderia chegar a considerar muito chocante se um dia, olhando as listas de amigos ou mesmo a comunidade da escola do seu filho, você encontrasse o perfil da professora (ou professor) dele e ao dar uma espiada no blogg, no fotolog, ou mesmo no álbum encontrasse uma foto que fosse muito sensual, ou estranha à profissão dessa pessoa de qualquer forma... Ou mesmo visse na relação de comunidades uma que dissesse coisas como "Detesto crianças pequenas" ou "Ser professora cansa".
(observação importante: os dois exemplos de comunidade citados nem ao menos existem e são pura hiperventilação minha, só pra ilustrar...)

Mas será que uma pessoa poderia ser julgada profissionalmente por alguns aspectos de sua personalidade? Será que a personalidade de um profissional em ambiente alheio ao seu trabalho interfere, tanto assim, no valor do mesmo quando no ambiente de trabalho?

- Vocês estão entendendo o que eu quero dizer?

Desde quando, uma pessoa que trabalha com Marketing e cria propagandas para diversos produtos tem que usar, comprar ou aderir ao produto que vende? Tudo bem que, obviamente, seria justo pedir que no mínimo, essa pessoa acreditasse no potencial do produto que está vendendo, mas todos nós sabemos muito bem que isso não acontece sempre... Caso contrário, nunca na vida nós teríamos produtos insossos e mesmo inúteis à venda em todos os supermercados e shoppings...

Em outras palavras: você acredita no valor de um profissional pelo trabalho que ele faz ou pelo ser que você imagina que ele seja fora do trabalho?

Você difere, entre as pessoas que trabalham com você, aquelas que são mais discretas como melhores profissionais ou é a simpatia, o carisma e o resultado das ações que realmente contam?

- Na sua opinião, a vida pessoal das pessoas que trabalham com você interfere SEMPRE e DIRETAMENTE na vida profissional delas?

- Você realmente acredita que as pessoas existam apenas para o trabalho, e se não for assim, assim deveria ser ou ao menos, aparentar ser?

Dilema... Fale ou deixe que te calem.

Saturday, January 14, 2006

Sim... sim...

Acho que estou começando a entender qual é desse negócio de código... Chega a ser divertido depois que você aprende como fazer pra funcionar... É até interessante.

Não tenho muita coisa pra postar agora... Mas o dia foi realmente MA-RA-VI-LHO-SO!

thank you atsuy guy!

Bjos.

Friday, January 13, 2006

Yes, yes... But don't cheer just yet.

We still have to fix the "Links column" because, if I put my picture, it automatically leaves its so cute state of motionless... And gets bigger and uglier... And the profile text insists on being so ugly trying to hide itself on the right side of the screen...

I can't take it...

Is there someone who understands, really hard css codes? Do you want to fix it for me? For Free???
'Cause I surely have no money to spend on css codes... Would you mind?

... Please....?

Tá difícil

É complicado...esse blog dá mais dor de cabeça do que anão em festa de aniversário.