Saturday, June 23, 2007

I want memories for smiles... For smiles and nothing else.







Pela primeira vez em muito tempo meus olhos divisam um mundo além da névoa das minhas lembranças. Um mundo maior que a saudade do que não volta mais, maior que a saudade do que nunca chegou a vir, maior que meus medos e que eu mesma.

Um mundo claro como tardes de sábado claro, suave, ensolarado, colorido pelas asas em loop de pequenos aviões azuis, brancos, vermelhos e amarelos. Um mundo novo. Pronto para se encher de novas memórias, de momentos e de lembranças belas e trigueiras. Um mundo onde o fim das minhas lembranças não precisam culminar com lágrimas, mas podem e devem culminar com sorrisos.

-------------------------------------- = ' - ' = -------------------------------------

Hoje o céu cinzento das seis da manhã transformou-se no céu azul das 3. O silvo frio do vento das primeiras horas do dia deu lugar a brisa macia e quente da tarde, os olhos molhados e os pensamentos tristes e desordenados da madrugada aos sorrisos e brincadeiras do entardecer. Novas lembranças, felizes para combinar com as antigas, reais, atuais e verdadeiras para me lembrar a cada momento que a jornada continua e que eu vivo um dos momentos mais felizes da minha vida.

Boas lembranças para todos. Mata ne = ' - ' =

<-- O sorriso mais lindo, chave dos meus mais lindos sorrisos e de todas as mais belas lembranças do meu Admirável Mundo Novo.
Aishiteru.



Monday, June 18, 2007

1.0

A noite havia terminado do mesmo modo que muitas outras, com mais um capítulo do tomo grosso que liam dia sim dia não desnudado. Ela olhou a única estrela ainda à vista através da janela do quarto. Incrível como parecia que cada vez menos estrelas estavam visíveis nos céus negros daqueles dias. Quase imperceptível, um desejo de voltar aos dias calmos das antigas férias de junho/julho encheram seus olhos com lembranças doces do céu estrelado e brilhante da casa de praia.

Sorriu.

Uma série de lembranças corriam diante de seus olhos agora fechados. Os cachorros brincando no quintal, o pacote de cartas de baralho com o desenho do Menino Atômico no verso, a corda grossa presa ao balde de obra que subia e descia com cimento, água e areia, a baderna dos adultos, as brincadeiras das crianças, as inúmeras paródias ensaidas ano após ano para a noite de ano novo e todas as queimas de fogos frustadas pela chuva fina do último dia do ano. Mal se deu conta de que as lembranças se misturavam, bruxuleantes como as chamas de uma fogueira de São João.

Quando deu por si, um apito fino a puxava para a realidade. Já era dia. Hora de levantar. Mas ela decidiu ficar na cama mais um pouquinho.

Monday, June 11, 2007

Que saudade desse afã-metralhadora!

Incrível como tem dias que você parece uma velha de 285 anos! Estava cá eu, fazendo planejamento semanal para minhas aulitchas quando uma instalação mal-sucedida do media player (coisa maldita!) me fez abrir o orkut, visitar rapidamente o blog da minha miga-aluna Lena e acabar aterrissando no da Lia - Eis a metralhadora do título!

Foi basicamente automático... Me deu saudade dos tempos de "In the City", da minha necissade ultra-frustada de compartilhar meus dias de maneira anônima ou semi-anônima, esbanjando um humor que já não tenho! Todos aqueles posts longos e esguios falando da guerra contra minha tão conhecida parvalhice e outros seres não muito dóceis...

Então, eu notei o mais estranho disso tudo... Não tem nem cinco anos que eu postava no "In the City"... Mas pareceu, por um momento, que fazia muito mais... Uns duzentos. Por que será que às vezes a gente se sente tão velha sobre algumas coisas? Será que todo mundo um dia se sente velho demais pra andar de balanço? Pular muro? Subir em árvore? Correr no meio da rua? Andar saltitando? Comer brigadeiro de panela com os dedos e ficar todo melado? Será que a gente envelhece aos poucos passando a achar estranho os pequenos prazeres da vida? Será...?
Que estranho... E eu que sempre me achei tão velha, e não me assustava com coisa alguma, agora tô me assustando de me achar tão mais velhar que o que já achava... FEIO!!!

Talvez, no fundo, a velhice esteja mesmo nisso... Em não se dar conta de que você não está mais fazendo as coisas que costumava fazer porque começou a achá-las infantis. Foi muito provávelmente por isso que todas vocês que estão me lendo agora deixaram ou deixarão um dia de brincar com bonecas e porque vocês, meninos, não brincam mais de Plataforma de Petróleo com bonequinhos do Playmobil (ou então, porque as mães de vocês resolveram doar seus brinquendos para um orfanato... vai saber...).

E, sendo assim, se a velhice está em achar infantil demais fazer as coisas que você sempre fez e sempre achou o máximo de divertido, permanecer jovem está em continuar fazendo essas coisas todas, mesmo achando que elas são infantis. Portanto, continue comendo brigadeiro com os dedos, e continue andando de balanço - o que é muuuuuuuuuuuuuuito bom... a menos que o seu quadril esteja largo demais e você fique entalada num deles... - e se por algum acaso você estiver com vontade de andar saltitando por aí, me chame!

Mata ne = ^ - ^ =