Definitivamente acho que sou uma pessoa estranha. Eu acordo, juro que vou estudar, prometo que 12:30 eu to almoçando, acordo meu ser-mais-amado-do-mundo, preparo café da manhã pra gente, o qual nunca-jamais inclui café... E o vejo partir com ar cansado e feliz pro trabalho. Às vezes eu invejo um pouco o fato de que ele vai pro trabalho e já faz um tempo que eu não. Pelo menos não de segunda-a-sexta...
Daí eu arrumo a casa, ou não, escovo os dentes, ou não (sim... to tentando deletar o "ou não" dessa parte...), faço alguma coisa produtiva, ou não, ligo a tv (em algum ponto do dia, ela acaba ligando...), assisto o jornal, ou não, rodo pelos canais disponíveis (SEEEEMMMMPREEEEE) e acabo assistindo a um monte de coisa que eu me disse pelo menos uma vez que não ia assistir... Como é o caso das reprises do Scrap Mtv, que não é de todo ruim, mas também não é tão legal... (Apesar de eu curtir o sotaque paulista da Marimoon, aquele cabelo rosa-chiclete-que-eu-nunca-vou-ter-um-igual e o fato de eu me divertir como uma insana com o fato de que esse mesmo cabelo aparece desbotado-agodão-doce-de-circo na abertura e eu não me decidi se é um efeito ou se ela refez a tintura pra começar as gravações...)
Hoje (ou ontem...) por algum acaso, a entrevistada era uma escritora. A primeira escritora que eu ouvi falando que ler Senhora, Cinco Minutos e Iracema fazem uma criatura não gostar de ler. O que pode até ser verdade... Afinal, clássicos da literatura brasileira lidos apenas para se fazer uma prova no fim do bimestre quando você é um adolescente que não quer saber de mais nada além das suas baladas, da sua música (seja ela qual for) e do tal cara ou garota que você tá afim, pode sim, é verdade, ser um tanto pedante... Mas enfim... Se há coragem... Há discurso. A questão é que D. Clara Averbuck já publicou três livros (ou quatro), um deles foi adaptado pro cinema, e metade da sua obra teve os direitos comprados pelo Murilo (não lembro mais se é o Rosa, mas é o mesmo que fez o filme NOME PRÓPRIO) e eu acabei de perder o fio da meada...
Ah sim... Os blogs dela, assim como o da Marimoon são frenéticamente visitados e eu acabei me perguntando: Por que o meu não? - Ah, sim... porque tá em private, e a barrinha do blogspot tá escondida HUAhauhauhauhauhauaha!!!!
Enfim... Não era disso que eu ia falar... Tinha a ver com os títulos dos posts em inglês, dos pedaços de música no meio das histórias e a discussão sobre o que é verdade, o que é mentira e o quanto da própria vida a gente acaba colocando nesses pixels... Blogs são coisas estranhas. A gente escreve pra ser lido, mas no fundo ou não é lido por quem a gente queria que lesse ou é lido por quem a gente não queria... Blog é quase como andar na rua. Por o seu mundo num blog, mesmo que seja o mundo distorcido, enfeitado, disfarçado, feito de arte ou de pouca coisa é o mesmo que sair na rua de cara limpa, de sair na vida de cara limpa e sofrer a interpretação dos outros. O chato quando você escreve e quando você faz qualquer outra coisa nessa vida é que as pessoas nunca vão te ler como você gostaria que elas lessem. Elas sempre vão te interpretar. Às vezes você vai sair bem parecido com o que você é, as vezes completamente diferente. Mas é a vida... E a gente faz o melhor dela sempre.
Namaste.
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